Sentença de Moro pode criar novo princípio jurídico — Serejo

Divulgação Diário do Grande ABC- Notícias e informações do Grande ABC Santo André São Bernardo São Caetano Diadema Mauá Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Partido de Lula da Silva convoca para hoje manifestação de apoio em São Paulo

O ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva falou pela primeira vez após ter sido condenado a 9 anos e seis meses de prisão por Sérgio Moro na Lava Jato. Já na eleição municipal de 2016 o ativismo da Operação contra lideranças do PT para influenciar o resultado eleitoral foi acintoso e descarado, inclusive com a ordem abusiva de prisão de dois ex-ministros do governo Lula [uma delas foi finalmente suspensa] duas semanas antes do pleito. Para os advogados do ex-presidente, a sentença apresenta omissões, contradições e obscuridades. O juiz Moro age com indícios, não há provas e não se está aplicando a presunção da inocência”, ponderou.

Desde as 10h30, manifestantes pró-Lula fizeram um ato de abraço ao ex-presidente do lado de fora da sede do partido. Lula é inocente e essa condenação fere profundamente a democracia. "Reiteramos nossa indignação diante de uma sentença não só sem prova da culpa, mas desprezando a prova da inocência", disse.

A sentença de Moro é autoincriminatória e revela, por estas e por outras, que o juiz abordou o processo com convicções prévias e formou seus conceitos a partir da posição política hostil que guarda em relação a Lula.

Luana Piovani usou as redes sociais para comemorar a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (12).

O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que sua equipe ainda estuda qual a melhor forma de recorrer da sentença, o que pode incluir um recurso diretamente ao TRF-4. Se Temer ainda está no poder é graças a Lula e Dilma, cujos desmandos políticos e comuns reduziram drasticamente a mobilização da indignação popular, hoje quase sem bandeiras e sem partidos, quase todos envolvidos, salvo raras exceções, no lamaçal da corrupção. Este é pintado como vítima de "um caso típico de lawfare", vale dizer, uma implacável perseguição política por meio do uso indevido de recursos jurídicos.

O ex-presidente sempre negou a prática de ilegalidades e alega não ser dono da propriedade investigada.

Lula foi acusado de ter recebido um apartamento triplex no Guarujá da construtora OAS em troca de sua influência para obter contratos na Petrobras, e do pagamento das custas por parte da mesma empresa do armazenamento de seus bens. Ele está me julgado politicamente. A defesa de Lula nega que o imóvel pertença ao ex-presidente. "Se eles não me condenassem, o golpe não teria sentido".

Latest News